domingo, 31 de maio de 2009

Meditação Tonglen -

Namaste!
Apaixone-se por essa prática!
É a Compaixão agindo em você para que possa doar aos outros!Ninguém é feliz sem um coração caridoso e amoroso, porque a verdadeira felicidade reside em fazermos as pessoas felizes...aliviar o fardo dos que sofrem!
Que todos sejam livres dos sofrimentos e de suas causas!

Rose Colaneri











Meditação Tonglen



Pema Chödrön é uma monja buddhista norte-americana e uma das estudantes mais brilhantes de Chögyam Trungpa Rinpoche, famoso mestre de meditação. Ela é autora das obras The Wisdom of No Escape e Start Where You Are, e também professora em Gambo Abbey (Nova Scotia, Canadá), o primeiro monastério tibetano na América do Norte estabelecido para ocidentais. Segundo Chödrön, a felicidade está ao nosso alcance, e no entanto tantas vezes a perdemos de vista, ironicamente na tentativa de evitar dor e sofrimento.

O texto radical e compassivo de Pema Chödrön vem de encontro às nossas expectativas e hábitos de conduta Quando Tudo Se Desfaz (Editora Gryphus), e nos confronta com a sabedoria buddhista. Existe somente uma atitude em relação ao sofrimento, ensina Chödrön, e essa atitude é a que caminha na direção das situações difíceis com afabilidade e curiosidade, se deixando levar pela insegurança da situação. É ali, no meio do caos, que descobrimos a verdade e o amor indestrutíveis.

Para sentir compaixão por outras pessoas, precisamos sentir compaixão por nós mesmos.

Precisamos nos preocupar, principalmente, com as pessoas que sentem medo, raiva, inveja, que são dominadas por todo tipo de vício, que são arrogantes, orgulhosas, mesquinhas, egoístas, más — você pode escolher. Ter compaixão e carinho por elas significa não fugir da dor de encontrar essas características em si mesmo. De fato, toda a nossa atitude diante da dor pode mudar. Em vez de rechaçá-la e de nos escondermos dela, é possível abrir nosso coração e nos permitirmos sentir essa dor, senti-la como algo que nos abranda, purifica e nos torna muito mais amorosos e bondosos.

A prática de tonglen é um método para nos conectarmos com o sofrimento — nosso próprio sofrimento e o que nos rodeia onde quer que possamos ir. É um método que nos leva a superar nosso medo da dor e a dissolver a dureza de nosso coração. Acima de tudo, faz despertar a compaixão que é inerente a todos nós, não importa quanto possamos parecer cruéis ou frios.

Iniciamos essa prática recebendo em nós mesmos a dor de alguém que sabemos estar em sofrimento e desejamos ajudar. Se sabemos que uma criança está sofrendo, por exemplo, inspiramos essa dor, desejando que ela se liberte totalmente do pesar e do medo. Quando expiramos, enviamos felicidade, alegria, ou o que lhe traga alívio.
Esta é a essência da prática: inspiramos a dor do outro, para que ele possa sentir-se bem e ter mais espaço para relaxar e abrir, e expiramos, transmitindo relaxamento ou aquilo que sentimos que pode trazer alívio e felicidade.
Freqüentemente, entretanto, não conseguimos realizar essa prática porque nos vemos frente a frente com nosso próprio medo, nossa resistência, raiva ou qualquer outro sofrimento pessoal que esteja presente.Nesse momento, podemos mudar o foco e começar a praticar tonglen por aquilo que estamos sentindo e por milhares de pessoas que, como nós, naquele exato momento, sentem precisamente a mesma impotência e angústia. Talvez sejamos capazes de dar um nome à nossa dor.

Reconhecemos claramente o terror, repulsa, raiva ou desejo e vingança.Então, inspiramos por aqueles que estão dominados pelas mesmas emoções e irradiamos alívio ou qualquer outra sensação que proporcione espaço para nós mesmos e para essas incontáveis pessoas. Às vezes, não conseguimos dar um nome ao que estamos sentindo. Mesmo assim, podemos perceber sua presença — um aperto no estômago, uma certa opressão ou o que quer que seja. Simplesmente entramos em contato com o que estamos sentindo e inspiramos, trazendo-o para dentro de nós e fazendo isso por todos. Então, enviamos para fora alívio para todos.


Diz-se, freqüentemente, que essa prática contraria o padrão costumeiro que usamos para não desmoronar. Na verdade, a prática de tonglen realmente se opõe à nossa tendência habitual de querer tudo ao nosso próprio modo, de desejar que tudo dê certo para nós, independente do que aconteça aos outros. Ela desfaz os muros que construímos ao redor de nosso coração, as camadas de autoproteção que lutamos tanto para criar.

Usando uma linguagem buddhista, podemos dizer que dissolve a fixação e o apego do ego.A prática de tonglen reverte a lógica habitual de evitar o sofrimento e buscar o prazer. Nesse processo, nós nos libertamos de padrões muito antigos de egoísmo. Começamos a sentir amor, tanto por nós mesmos quanto pelos demais; passamos a cuidar de nós mesmos e dos outros. Tonglen desperta nossa compaixão e nos faz conhecer uma visão muito mais ampla da realidade. Ele nos apresenta a amplidão ilimitada de shunyata.

Quando o praticamos, começamos a nos conectar com a vasta dimensão de nosso ser.
Inicialmente, deixamos de dar tanta importância a tudo e nossa experiência passa a ser menos sólida do que parecia.A prática de tonglen pode ser feita para os que estão doentes, para os que estão morrendo ou já morreram, para todos aqueles que, de alguma forma, estão sofrendo. Tonglen pode ser praticado por todos que, de alguma forma, estão sofrendo. Tonglen pode ser praticado como uma meditação formal, ou em qualquer lugar e a qualquer e a qualquer momento.

Estamos passando e vemos alguém em sofrimento — ali mesmo, começamos a inspirar essa dor e a exalar alívio. Ou então, ao ver alguém sofrendo, podemos desviar o olhar. Esse sofrimento desperta nosso medo ou raiva, nossa resistência e confusão. Portanto, naquele exato momento, podemos praticar tonglen por todas as pessoas que, assim como nós, desejam ser corajosas, mas são covardes.


Em vez de nos punirmos, podermos usar nossos próprios entraves como o primeiro degrau para compreender o que outras pessoas, no mundo inteiro, estão enfrentando. Inspirar por todos nós e expirar por todos nós. Usar o que parece veneno como remédio. Podemos usar nosso sofrimento pessoal como um caminho em direção à compaixão por todos os seres.Quando praticamos tonglen no momento em que nos deparamos com o sofrimento, apenas inspiramos e expiramos — inspiramos a dor, exalamos a amplidão a alívio.
Quando praticamos tonglen como uma meditação formal, devemos seguir quatro passos:
1. Em primeiro lugar, descanse sua mente por alguns segundos em um estado de abertura ou quietude. Esse estágio é tradicionalmente chamado de lampejo do bodhichitta absoluto, ou de súbita abertura à amplidão e clareza fundamentais.

2. Em seguida, trabalhe com a textura. Inspire o calor, a escuridão e o peso — a sensação de claustrofobia — e expire serenidade, claridade e leveza — a sensação de frescor. Inspire profundamente, por todos os poros, e expire, irradie completamente, usando todos os poros de seu corpo. Faça isso até que essas sensações estejam sincronizadas com sua inspiração e expiração.
3. No passo seguinte, trabalhe uma situação pessoal — qualquer situação dolorosa que seja real para você. Tradicionalmente, começa-se praticando tonglen por alguém com quem nos preocupamos e que queremos ajudar. Entretanto, como já mencionei, quando seus próprios problemas o impedem de prosseguir, você pode realizar a prática pela dor que está sentindo e, simultaneamente, por todos aqueles que, como você, passam pelo mesmo tipo de sofrimento. Por exemplo, se está se sentindo incapaz, inspire essa sensação, por si mesmo e pelos outros que estão no mesmo barco, e exale confiança, sentimento de ser capaz ou de alívio, da forma que desejar.
4. Finalmente, torne esse processo mais abrangente. Se você está praticando tonglen por alguém que ama, estenda a prática a todos aqueles por quem nutre o mesmo sentimento. Se está praticando por alguém que viu na televisão ou na rua, faça o mesmo por todos os que estão em situação semelhante.

Não se limite a uma única pessoa. Talvez já seja suficiente praticar por todos aqueles que, como você, estão dominados pela raiva, medo, ou por qualquer outro sentimento que também o aprisione. Entretanto, em todos esses casos, você pode ir além.

Você pode praticar tonglen por aqueles que considera inimigos — aqueles que o ferem ou ferem alguém. Faça tonglen por eles, pense neles como dominados pela mesma confusão e impotência que vê em si mesmo e naqueles que ama. Inspire a dor deles, expire alívio.
A prática de tonglen pode ser infinitamente ampliada. À medida que pratica, gradualmente e ao longo do tempo, verá que sua compaixão naturalmente se expande e o mesmo acontece, com a percepção de que as coisas não são tão sólidas quanto você pensava.
À medida que pratica, gradualmente e em seu próprio ritmo, ficará surpreso ao perceber-se cada vez mais capaz de ajudar os outros, mesmo em situações que pareciam insolúveis.(Chödrön, Pema. Quando tudo se desfaz: instruções para tempos difíceis.

Traduzido por Helenice Gouvêa. Rio de Janeiro: Gryphus, 1999. Pág. 137-147




Copie com amor, preserve o nome do autor.


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sexta-feira, 29 de maio de 2009

Chant of Metta

Namaste!

Todas vezes que ouço a música The Chant of Metta com Imee Ooi, uma energia amorosa me envolve e o ambiente em que estou. Hoje trago para o blog a tradução da letra desse cântico, que é uma expressão pura de amor e de paz interior.

Para que possamos sentir o verdadeiro amor, temos que começar conosco primeiro para depois expandir. Há muitas técnicas que nos auxiliam na mudança vibracional de amor pessoal para amor impessoal,  – amor verdadeiramente incondicional.

Busque o que melhor seu coração aceitar como caminho e vá em frente. Somos Um com nosso Semelhante, Um com o Todo...Um com o Universo! Que muitos possam despertar da falsa realização do ego e vibrar um espírito mais amoroso nessa encarnação!

Rose Colaneri



Generosidade do coração

"Por vezes nas nossas vidas encontramos pessoas que parecem irradiar sentimentos de amor e de bondade genuínos.
Quando estamos com pessoas assim, fazem-nos sentir que naquele momento somos as pessoas mais importantes no mundo, não por causa de quem somos ou do que fizemos, mas simplesmente porque somos um seu semelhante.
Esta qualidade especial de amor e bondade (metta) é a generosidade e a abertura do coração que simplesmente deseja que todos os seres sejam felizes. Metta não procura benefício pessoal.
Não é oferecida com a expectativa de receber algo em troca. E porque não está dependente de condições externas, das pessoas serem ou comportarem-se de uma certa maneira, não está facilmente sujeita à decepção.

Quando metta se torna mais forte, sentimo-nos mais abertos aos outros, mais abertos a nós mesmos, com benevolência e bom humor.

Os primeiros versos do Karanyia metta sutra, o discurso do Buda sobre o Amor/Bondade diz exatamente como preparar o terreno para desenvolver e aprofundar este tipo de amor:

Isto é o que deve ser feito por aquele que é hábil nos seus propósitos,que quer progredir para o estado de paz:Ser capaz, correto e sincero,fácil de ser instruído, gentil e sem arrogância,satisfeito e fácil de ser sustentado,com poucas obrigações, vivendo de maneira simples,com as faculdades em paz, um mestre,modesto, e sem cobiça por benfeitores. (...)Como uma mãe arriscaria sua vidapara proteger o seu filho, seu único filho,da mesma forma, com relação a todos os seres, cultiva um coração sem limites.Com boa vontade para todo o universo,cultiva um coração sem limites.

Não chega pensar que o amor é uma boa idéia. Há algum trabalho a fazer, alguma atenção a ser dispensada. Precisamos de o expressar na forma como lidamos com as pessoas. Ser “capaz, correto e sincero” significa estar comprometido com uma honestidade e simplicidade básicas, falando e agindo sem enganar e sem segundos motivos.

Ser “fácil de ser instruído e gentil” significa ser abordável e na verdade fazer da gentileza e da facilidade a nossa prática na forma de estarmos com os outros. E não ser orgulhoso lembra-nos do verdadeiro sentido da humildade, que não é uma submissão, mas em vez disso a falta de egocentrismo:

“A verdadeira humildade é a ausência de alguém para se orgulhar” (Wei Wu Wei)"Joseph Goldstein, One Dharma“Metta” é uma palavra Pali que significa amor/bondade. Cantar “Metta” é irradiar amor/bondade para todos os seres: que todos possam estar em paz e felizes. Imee Ooi canta em pali com muita beleza. Cantar “Metta” pacifica, revigora, enche de alegria e é um grande fator de cura para o mundo ─ atravessando-o com ondas de amor.

Verdadeiramente, que todos os seres possam ser felizes. Que possam todos viver sempre em paz e harmonia.O cântico de Metta - The Chant of MettaEssa artista malasiana canta em pali, a língua das escrituras do budismo Theravada.

Acredita-se que essa era a língua falada pelo Buda Shakyamuni (o buda histórico).Segue uma tradução da página do bhudanet.net, que contém a letra da música e seu significado. Como a tradução foi feita do pali -> inglês -> português, há incorreções. Mas o sentido geral permanece.

O cântico de Metta

Aham avero homi
Que eu possa me libertar da inimizade e do perigo

abyapajjho homi
que eu possar me libertar do sofrimento mental

anigha homi
que eu possa me libertar do sofrimento físico

sukhi - attanam pariharami
que eu possa cuidar de mim mesmo com felicidade

Mama matapitu
que meus pais

ajariya ja nyaridimitta ja
professores, parentes e amigos

sabrahma - jarino ja
queridos seguidores do Dharma

avera hontu
sejam libertados da inimizade e do perigo

abyapajjha hontu
sejam libertados do sofrimento mental

anigha hontu
sejam libertados do sofrimento físico

sukhi - attanam pariharantu
que eles possam tomar conta de si mesmos com felicidade

Imasumem arame sabbe yogino
que todos os meditadores deste feudo

avera hontu
sejam libertados da inimizade e do perigo

abyapajjha hontu
sejam libertados do sofrimento mental

anigha hontu
sejam libertados do sofrimento físico

sukhi - attanam pariharantu
que eles possam tomar conta de si mesmos com felicidade

Imasumem arame sabbe bhikkhu
que todos os monges deste feudo

samanera ja
monges iniciantes

upasaka - upasikaya ja
discípulos homens e mulheres

avera hontu
sejam libertados da inimizade e do perigo

abyapajjha hontu
sejam libertados do sofrimento mental

anigha hontu
sejam libertados do sofrimento físico

sukhi - attanam pariharantu
que eles possam tomar conta de si mesmos com felicidade

Amhakam jatubajaya - dayada
que todos os doadores das quatro providências: vestimenta, comida, remédios e abrigo

avera hontu
sejam libertados da inimizade e do perigo

abyapajjha hontu
sejam libertados do sofrimento mental

anigha hontu
sejam libertados do sofrimento físico

sukhi - attanam pariharantu
que eles possam tomar conta de si mesmos com felicidade

Amhakam arakkha devata
que nossos deuses guardiões

Imasumem vihare
neste monastério

Imasumem avase
nesta casa

Imasumem arame
neste feudo

arakkha devata
que os deuses guardiões

avera hontu
sejam libertados da inimizade e do perigo

abyapajjha hontu
sejam libertados do sofrimento mental

anigha hontu
sejam libertados do sofrimento físico

sukhi - attanam pariharantu
que eles possam tomar conta de si mesmos com felicidade

Sabbe satta
que todos os seres

sabbe pana
todas as coisas que respiram

sabbe bhutta
todas as criaturas

sabbe puggala
todos os indivíduos

sabbe attabhava - pariyapanna
todos os seres com mente e corpo

sabbe itthoyo
que todas as mulheres

sabbe purisa
que todos os homens

sabbe ariya
que todos os santos

sabbe anariya
que todos aqueles que almejam a santidade

sabbe deva
que todos os deuses

sabbe manussa
que todos os humanos

sabbe vinipatika
que todos aqueles nos quatro reinos miseráveis

avera hontu
sejam libertados da inimizade e do perigo

abyapajjha hontu
sejam libertados do sofrimento mental

anigha hontu
sejam libertados do sofrimento físico

sukhi - attanam pariharantu
que eles possam tomar conta de si mesmos com felicidade

Dukkha mujjantu
que todos os seres possam se libertar do sofrimento

Yattha-laddha-sampattito mavigajjhantu
que o que quer que eles tenham ganhado não seja perdido

Kammassaka
todos os seres são donos de seu próprio karma

Purathimaya disaya
na direção leste

pajjhimaya disaya
na direção oeste

uttara disaya
na direção norte

dekkhinaya disaya
na direção sul

purathimaya anudisaya
na direção sudeste

pajjhimaya anudisaya
na direção noroeste

uttaraya anudisaya
na direção nordeste

dekkhinaya anudisaya
na direção sudoeste

hetthimaya disaya
na direção para baixo

uparimaya disaya
na direção para cima

Sabbe satta
que todos os seres

sabbe pana
todas as coisas que respiram

sabbe bhutta
todas as criaturas

sabbe puggala
todos os indivíduos

sabbe attabhava - pariyapanna
todas os seres com mente e corpo

sabbe itthoyo
que todas as mulheres

sabbe purisa
que todos os homens

sabbe ariya
que todos os santos

sabbe anariya
que todos aqueles que almejam a santidade

sabbe deva
que todos os deuses

sabbe manussa
que todos os humanos

sabbe vinipatika
que todos aqueles nos quatro reinos miseráveis

avera hontu
sejam libertados da inimizade e do perigo

abyapajjha hontu
sejam libertados do sofrimento mental

anigha hontu
sejam libertados do sofrimento físico

sukhi - attanam pariharantu
que eles possam tomar conta de si mesmos com felicidade

Dukkha mujjantu
que todos os seres possam se libertar do sofrimento

Yattha-laddha-sampattito mavigajjhantu
que o que quer que tenham ganho, não seja perdido

Kammassaka
todos os seres são donos de seu próprio karma

Uddham yava bhavagga ja
desde o mais alto plano de existência

adho yava avijjito
até o plano mais baixo

samanta jakkavalesu
em todo o universo

ye satta pathavijara
quaisquer seres que se movam pela terra

abyapajjha nivera ja
sejam libertados do sofrimento físico e da inimizade

nidukkha ja nupaddava
e do sofrimento físico e do perigo

Uddham yava bhavagga ja
desde o mais alto plano de existência

adho yava avijjito
até o plano mais baixo

samanta jakkavalesu
em todo o universo

ye satta udakejara
quaisquer seres que se movam pela água

abyapajjha nivera ja
que eles possam se libertar do sofrimento mental e da inimizade

nidukkha ja nupaddava
e do sofrimento físico e do perigo

Uddham yava bhavagga ja
desde o mais alto plano de existência

adho yava avijjito
até o plano mais baixo

samanta jakkavalesu
em todo o universo

ye satta akasejara
quaisquer seres que se movam pelo ar

abyapajjha nivera ja
que eles possam ser libertados do sofrimento mental e da inimizade

nidukkha ja nupaddava
e do sofrimento físico e do perigo.


The Chant of Metta -

Fontes dos textos: samsara.blog budismo-porto-de-encontro blogspot

sábado, 23 de maio de 2009

O Eterno Feminino - Aquela que ouve os sons do mundo


Namaste!

Uma das belezas do budismo é que ele assemelha-se a uma árvore. Ao longo de 25 séculos de história, inúmeras sementes têm germinado, florescido e frutificado nas mais diversas culturas e com os nomes mais diferenciados, gerando assim veículos, escolas, linhagens, praticantes anônimos, etc. No Brasil, aos poucos, o Darma também vai crescendo.

Sem pressa, como é próprio deste duas vezes milenar caminho. No início do verão americano de 1905, o Reverendo Soyen Shaku, abade de Engaku-ji e Kencho-ji, Kamakura, Japão, chegou à costa oeste dos EUA para dar ensinamentos budistas inéditos na América.

Tendo ficado mais de um ano em solo americano, em uma de suas aulas falou sobre Kuanon, a natureza da iluminação, bondade, amor e compaixão em forma feminina. Kuanon é também conhecida como Kandisai, Kanon, Kuanin e Kanzeon.

Na viagem, acompanhou o autor um tradutor muito especial, mais tarde reconhecido como um importante mestre e erudito a quem o Ocidente deve muito de sua abertura à compaixão de todos os Budas, Daisetz Teitaro Suzuki. Em 1906, pelo esforço de Suzuki, esses ensinamentos preciosos estavam editados e publicados sob o título "Sermons of a Buddhist Abbot", de onde Padma Samten compilou o texto que segue.

O tópico do ensinamento de hoje é a Bodisatva Kuanon ou Deusa da Bondade, como é comumente conhecida. Não irei fazer investigações históricas dessa deidade, ou bodisatva, como se fala na terminologia budista. Não importa aqui a origem ou linhagem de Kuanon, que era originalmente a divindade masculina da mais elevada energia, Avalokitesvara.

De acordo com nosso conhecimento presente, Kuanon passou a ser identificado com sua consorte Tara, e não é mais uma divindade masculina a que representa a energia mais elevada, mas a deusa da bondade e do amor, o princípio do amor universal. Nós a tomaremos como a entendemos nos dias atuais.

Kuanon não é mais uma divindade hindu, mas foi completamente naturalizada ao Extremo Oriente.

Em minha opinião, as necessidades religiosas do homem são essencialmente as mesmas, tenha ele um nascimento acidentalmente ocidental ou oriental. Quando sente suas necessidades, trata de encontrar os meios para supri-las segundo onde esteja situado, de acordo com sua história, tradição, folclore e crenças. Do material assim obtido, constrói suas necessidades e, com a clareza intelectual, elabora-as e leva à perfeição. Quando vemos construída e pronta essa devoção religiosa do homem, olhando-a à parte de suas relações históricas, a apreciamos como uma manifestação da natureza interna do homem. Nossa abordagem de Kuanon é deste ponto de vista.

Kuanon consiste de duas palavras, kwan e on, uma abreviação de uma expressão mais completa, Kuan-ze-on. Kuan literalmente significa "ver", "perceber", ou "olhar". Esta percepção, no entanto, nem é física, nem sensorial, mas espiritual, interna e transcendental é é uma intuição do verdadeiro significado das coisas com o olho mental que todos os seres possuem. O caractere seguinte, ze, significa mundo ou universo, incluindo tudo o que existe; finalmente, on, "som" ou "voz".

Em conjunto, Kuan-ze-on significa "aquela que ouve os sons do mundo". O som que Kuanon percebe, é preciso salientar, não é físico, não tem qualquer referência à ondulação da atmosfera que chega aos nossos nervos e é interpretada como som. Quando vemos com o olho espiritual o que passa ao redor, as coisas são todas conversíveis umas nas outras: som é cor, cor é sabor, odor é som, etc. Do ponto de vista sensorial isso seria incompreensível, pois o que os olhos vêem é cor, o que os ouvidos ouvem é som, e são completamente irredutíveis uns aos outros. Nas regras de individuação do mundo fenomenal as coisas não podem ser outras do que parecem aos nossos sentidos particularizadores.

Mas quando transcendemos os limites da fenomenalidade e olhamos internamente a razão verdadeira das coisas, todas as separações de formas e particularidades desaparecem, os sabores se tornam cheiro, as visões, audição, etc. é o que caracteriza a operação mental além das individualidades.

Sendo assim, aquele que ouve os sons do mundo é nem mais nem menos aquele cuja sabedoria espiritual foi profundamente no verdadeiro fundamento das existências, cuja compreensão toca a tudo e entende a razão das coisas, porque são de um jeito e não de outro, e cujo pensamento e vida estão em perfeita harmonia com a mente que controla o destino do universo. Atravessou, assim se diz, para a outra margem, é um buda, um iluminado. Se desejamos atingir este estado de espiritualidade, precisamos treinar a não nos distrair com o fenômeno das coisas, mas focar a essência última da existência, que é livre de todos os modos de dualidade.

Aí, o percebido e o percebedor não são dois; o ouvir e o que é ouvido não são separados; o "eu" e o "não-eu" não são o que parecem aos sentidos. Existe apenas uma realidade e podemos chamá-la por qualquer nome. O budismo não é radical nessa questão de designação. Você pode chamar de Deus, razão, vida, talidade, ou amor, mas perceba que não pode fazer disso algo além do universo, ou uma mera abstração que nada tem a ver com este mundo concreto.

Para evitar essa incompreensão de parte de quem não tem treinamento, nessa relação particular o budismo usa a expressão "som", afirmando que todas as coisas são expressão do som único no qual cada nota que soa está sintetizada no eterno. Não apenas o vento que sopra, as ondas que rugem, a flauta que assobia, mas as montanhas, rios, oceanos, sóis, céus, tudo o que existe, nada mais são do que as muitas variações do som eterno, derradeiro, unificador. Não pense que isso é demasiadamente escondido ou esotérico; apenas treine-se em meditação budista e perceberá a correção do que falo.


Primeiro, reconheça a unidade do princípio único e veja que está em todas as coisas. Então certamente perceberá o ponto, aqui apresentado de modo um tanto místico. Freqüentemente encontramos, associada a Kuanon, a deusa da bondade, a expressão bodisatva (Bosatz em japonês e Pu sa em chinês). É um ser senciente cuja essência é sabedoria, um título geralmente dado aos seres de grande iluminação, aos grandes santos budistas ou, de fato, a qualquer sábio de qualquer denominação de fé.

O que constitui a essência desse ser é o amor com o qual se dedica ao benefício dos outros. Um bodisatva negará a si mesmo ao perceber que assim salvará seus companheiros do sofrimento, miséria, ignorância e engano a respeito de si próprios, ou pode afirmar-se ao perceber que isso trará melhor auxílio. Seu único objetivo é auxiliar os outros, seu único princípio de vida é o amor, e o meio que emprega é a sabedoria. Move-se pelo amor e regula sua ação pela sabedoria.

Sua fonte de amor e inexaurível, cada sensação, pensamento, desejo, resolução e tudo mais vem desta fonte divina. Seu amor, no entanto, não se move cegamente, mas do modo mais inteligente, pois ele não só é puro de coração como tem iluminação na mente. Ele reconhece o aspecto ilusório de sua identidade que, se enfim existe, se dá nos outros e não em si mesmo, abarca todo o universo ainda que não palpite mesmo na mais diminuta parcela de sua própria pessoa.

Kuanon, portanto, não apenas é amor encarnado, mas a representação da sabedoria e iluminação. Como temos a sabedoria mais enfaticamente representada em bodisatvas tais como Monju (Manjurshri em sânscrito) e Seshi, vemos em Kuanon a virtude de amor e compaixão como aspectos predominantes, e por essa razão sua associação à forma feminina. Ainda que as outras qualidades estejam presentes, ela atrai por sua ternura, amor, compaixão, sensibilidade ao sofrimento dos outros e auto-sacrifício.

Sem essas qualidades, ainda que intelectualmente brilhante, de presença majestosa, ela seria honrada e respeitada, mas não seria mais objeto de adoração e culto pois ninguém mais viria ao chão diante dela e, de joelhos, chamá-la, clamar por seu amor ilimitado, puro, impessoal e enobrecedor.

Kuanon, portanto, é melhor reconhecida em forma feminina. Quando de forma mundana falamos do amor, logo associamos à falta de discernimento e exclusividade, uma vez que amor é constraste para o ódio e está associado ao impulso. Devido a este último, o amor necessariamente discrimina e está cheio de parcialidades e focado. Assim, move-se sem ver as conseqüências e desconhece seu propósito último.

Mas o amor que constitui o ser de Kuanon não é esse tipo de amor, mas o que é mais abrangente e universal, uma vez que abarca a tudo e a todos, justos e injustos, bons e maus, crentes e sacrílegos. Neste amor não há traço de parcialidade ou discriminação. É como a chuva que cai em todas as formas de vegetação, ainda que cada planta seja beneficiada segundo suas particularidades.

É ainda como o sol que brilha para todas as formas de vida, enquanto que estas fazem uso do brilho do sol de acordo com sua própria natureza. O sol ou a chuva, assim, beneficiam a tudo sem qualquer pensamento de discriminação. O amor de Kuanon por todos os seres sencientes não é mais do que a exibição dessa energia universal de animação e iluminação que cria formas e regula o mundo.

Creio que tenha ficado claro a vocês que em tal amor espiritual como o de Kuanon, não há nada que seja comercial, nem qualquer princípio mercenário que diga "dou-lhe isto e espero tal ou qual favor". Kuanon abomina este espírito dos tempos modernos que penetra quase que cada fibra de nossa civilização. Se quiser rezar a Kuanon, faça em coração e sabedoria. É necessário manter o coração limpo de impurezas, egoísmos e ignorância. É necessário ter nossos impulsos egoístas batizados pela água da iluminação.

Só quando estiver de coração puro e espírito humilde é que será conduzido à presença da Bodisatva Kuanon, tornando-se receptáculo de suas bênçãos infinitas. A graça não é um favor especial conferido a alguém destituído de mérito, mas um resultado legítimo da auto-purificação.

Os budistas reconhecem que o amor emana da sabedoria, da prática de samadi. Enquanto estamos mentalmente operando estimulados apenas pelos sentidos físicos, não somos capazes de destruir a parede da individualidade e vivenciar o princípio universal do amor. Assim, nosso amor é limitado, impulsivo, exclusivista. Para atingir a capacidade de amar como Kuanon, precisamos sacudir, através da contemplação lúcida e auto-disciplina, nossos corruptos andrajos egóicos.

Os que não refletem, usualmente vivem na superfície das coisas. São incapazes de identificar e sistematizar as impressões mutáveis que recebem dos sentidos. Movem-se de acordo com impulsos cegos e desejos egóicos que lhes atam mãos e pés. Não se movem pela razão, não penetram o fundo das coisas onde repousa o sentido da existência. Podem mesmo realizar ações nobres, que ainda assim não espelham a iluminação, mas a loucura. O que é feito através de ajustes e inícios, não se constitui em sabedoria.

O amor que se origina de uma fonte impura não pode ser o fundamento de nossas vidas religiosas. Quando o amor de Kuanon se faz concreto, expressa-se de várias formas, de acordo com as necessidades das circunstâncias. No sutra Pundarika, Kuanon é vista se manifestando em diferentes personagens. Quando vê que é mais efetivo um certo modo de expressão, ela assume esta forma e, através dela, exerce toda sua influência.

Ela poderá manifestar-se como filósofo, comerciante, erudito, pessoa de nascimento inferior ou o que seja mais apropriado na ocasião, dentro do propósito único de liberar todos os seres da ignorância e egocentrismo. Portanto, onde houver um coração tateando na escuridão, Kuanon não falhará em estender seus braços acolhedores.

Essa imagem de Kuanon, parece-me, teve grande influência no caráter nacional dos cidadãos do meu país. O carinho que manifestem, é sempre visto como originado do amor e compaixão da própria Kuanon. Os que viajaram através do Japão devem ter visto os múltiplos templos dedicados a ela e a grande quantidade de pessoas que ali se reúne, oferecendo incenso, flores e preces. Pode parecer uma prática alicerçada na superstição, mas vejam o benefício e alívio espiritual que traz.

De coração simples, eles crêem na resposta de Kuanon a suas preces fervorosas. A onda de amor universal está vibrando em todos os seres sencientes, e quando esta nota interna é tocada através do mais profundo sentimento espiritual que alguém possa ter, vibra, e a vibração chega à verdadeira fonte da vida, que é o amor de Kuanon, e lá se dá o fenômeno da comunhão.

Assim o princípio universal do amor torna-se conhecido ao coração humano. Parece-me que a Virgem Maria do cristianismo corresponde à divindade budista da bondade, a Bodisatva Kuanon. A natureza humana em toda a parte parece ansiar pelo que Goethe chama de "eterna feminilidade". Os cristãos, de acordo com suas necessidades, criaram Maria. Ainda que ela seja uma figura histórica, foi investida de todas as qualidades necessárias para satisfazer seus anseios internos. Os budistas têm Kuanon, que, independentemente de sua posição histórica, atende completamente a seus anseios espirituais.

Do ponto de vista cristão, Kuanon é uma Maria encarnada. Do ponto do vista budista, Maria é uma manifestação de Kuanon em um grupo de seres que se identificam como cristãos. A verdade é una e a humanidade a mesma em toda a parte. É meu desejo profundo que chegue logo o tempo no qual Oriente e Ocidente se unirão no culto à verdade, sem ater-se a diferenças acidentais e contradições. Reverendo Soyen Shaku, abade de Engaku-ji e Kencho-ji, Kamakura, Japão.

fonte: site bodisatva.org




domingo, 17 de maio de 2009

Sabedoria




SABEDORIA


"Em 1986, tinha conquistado tudo o que imaginei ser possível para me tornar feliz. Mas eu vivia frustrado, perguntava-me se a vida era só uma coletânea de momentos. Como sempre fui muito religioso, não acreditava que o Criador fosse capaz de me mandar para essa viagem por tão pouco... ... ... Assim, decidi ir para o Oriente conversar com os mestres e saber o que eles pensavam a respeito da felicidade.


Fui para o Nepal, mais exatamente para o mosteiro budista nos arredores de Katmandu. Chegar àquele lugar já foi uma epopéia...
Um amigo havia me indicado um mestre que vivia ali. Instalei-me em um hotel e saí à procura do mosteiro. Na portaria, a pessoa que me atendeu disse que ele iria me receber às 9 horas da manhã seguinte.


Naquela noite praticamente não dormi. Fiquei excitado com a possibilidade de me ser revelado o segredo da felicidade. Saí ainda de madrugada do hotel, na esperança de o mestre estar disponível e poder conversar mais cedo comigo. Fiquei esperando até que, por volta de 9 horas, uma mulher que falava inglês com sotaque francês entrou na sala.
Imaginei que me levaria ao mestre. Acompanhou-me até uma sala, estendeu uma almofada e pediu para que me sentasse a sua frente.


Era uma moça morena, jovem, muito bonita, a quem pedi:
- Quero falar com o mestre.
Ela então me respondeu:
- Eu sou o mestre.


Não consegui esconder meu desapontamento e raciocinei: 'Viajei tanto para chegar até aqui e conversar com um mestre de verdade, e me aparece uma mestra francesa! Todo mundo procura um mestre velhinho, oriental, com longas barbas. Não uma mulher jovem e bonita, que nem nasceu no Oriente!'


Resolvi insistir:
- Você não entendeu direito, quero falar com o mestre.
E novamente ela me respondeu:
- Eu sou o mestre.


Então pensei: 'Vou fazer uma pergunta bem difícil para que ela se sinta embaraçada e me leve ao mestre de verdade'.
- O que é budismo? - perguntei.
Tranqüilamente, ela me respondeu:
- A base do budismo é o fato de que todo ser humano sofre.


Pensei comigo mesmo: 'Não é possível. Saio da cultura ocidental, que prega o sofrimento como base da purificação e da sabedoria, e aqui ouço que a base do budismo é o sofrimento?' Não satisfeito, resolvi fazer uma pergunta ainda mais difícil para que ela não soubesse a resposta e me levasse ao verdadeiro mestre:
- E por que os seres humanos sofrem?
- Porque são ignorantes - ela respondeu.


Pensei: 'Bem, se são ignorantes, deve haver alguma coisa que não saibam e que talvez seja a resposta para o que estou procurando'.
- E qual é o conhecimento que nos falta? - arrisquei.
- O que precisamos ter é a compreensão de que as coisas na nossa vida são dinâmicas e fluidas. Quando o ser humano está feliz bloqueia a felicidade, pois deseja a eternidade para esse momento. Torna-se rígido, com medo de que o prazer acabe. Quando está infeliz, julga que o sofrimento não terá fim, mergulha na sombra, e assim amplia sua dor.


A mestra continuou:
- Como as ondas do mar, a vida é dinâmica. É tão certa a subida quanto a descida. Cada momento tem sua beleza. No prazer nós nos expandimos e na dor nos contraímos. Um movimento é complementar ao outro. Saber apreciar a alegria e a dor constitui a base da felicidade. Você não pode ser feliz somente quando tem prazer, pois perderá o maior aprendizado da existência. Você deve descobrir um jeito de ser feliz na experiência dolorida porque ela carrega a oportunidade de desenvolvimento.


À medida que a mestra falava, meu queixo caía. Como ela tinha atingido tanta sabedoria? Por que eu não havia chegado antes àquelas conclusões? Será que, finalmente, iria conhecer o segredo da felicidade?
E ela continuava a me ensinar:
- Não desfrute somente o sol, aprecie também a lua. Não desfrute somente a calmaria, aproveite a tempestade. Tudo isso enriquece a existência. A vida não acontece somente dentro de uma casa, de uma cidade, de um país: ela tem de ser experimentada dentro do universo. A felicidade é um jeito de viver, é uma conduta, é uma maneira de estar agradecido ao sol, à lua, a quem lhe estende a mão e também a quem o abandona, pois certamente nesse abandono está a possibilidade de você descobrir a força que existe em seu interior. A felicidade não é o que as pessoas têm, mas o que elas fazem com isso. Por esse motivo há pessoas que, apesar de ter bens materiais, de ser bem relacionadas, com filhos saudáveis, ainda assim se sentem angustiadas e deprimidas.


Encantado com suas palavras, consegui apenas balbuciar antes de sair:
- Obrigado, mestra!
No caminho de volta, fiquei pensando: 'A felicidade não é o que acontece na vida, mas como nós elaboramos esses acontecimentos. A diferença entre o sábio e o ignorante é que o primeiro sabe aproveitar suas dificuldades para evoluir, enquanto o segundo se sente vítima de seus problemas.


A felicidade é uma experiência ligada à sabedoria.


Qualquer estúpido pode ser infeliz. Não é necessário alguém especial para ver problemas em qualquer coisa, a qualquer hora. Aliás, há pessoas que não desperdiçam uma oportunidade de sofrer. Mas saber transformar pequenos acontecimentos em fonte de alegria é habilidade de poucos.
Quando o discípulo está preparado, o mestre sempre aparece - seja como uma mulher francesa, seja na forma do pai, de um colega de trabalho, de um animal de estimação, de uma criança caminhando na relva.
Isso acontece quando se está aberto a todas as lições da vida, e é a forma de se graduar na escola da existência.


Fonte site : sintoniasaintgermain.com.br




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sábado, 16 de maio de 2009

Sutra de Lótus - Capítulo sobre Kuan yin



Namaste!


Esta é a famosa e magnífica descrição dos milagrosos poderes de Kuan Yin, é o vigésimo quinto capítulo do Sutra de Lótus, o P'u Mên, como é conhecido, e é recitado muitas vezes, todos os dias por seus devotos budistas. Eu o tenho dos ensinamentos da Yoga da Compaixão sem nome do autor dessa versão traduzida, por isso não há citação de autoria. Devemos ao menos ler de vez em quando essa maravilhosa alternativa para preenchermos nossos corpos de Amor .


É uma complementação do Sutra do Coração.


Se você recitar esse trecho em momentos de aflição sentirá imediatamente o alívio da angústia e a certeza de que  Budha Kuan Yin estará protegendo e auxiliando  na eliminação do sofrimento. Faça a recitação com fé...com a alma e coração totalmente receptivos...repita quantas vezes sentir necessidade, faça como prática diária antes de iniciar os afazeres de seu dia...é um excelente refúgio para a alma...é uma bênção de amor de Kuan Yin.


Namo Kuan Shih Yin Pu Sa


Rose Colaneri




"Namo Budhaya, Namo Dharmaya, Namo Sanghaya"


Nobre Soberano do Mundo Perfeito,
Rogo-lhe que agora manifeste
O motivo de ser chamada Kuan Shih Yin
Esta sagrada Bodhisatva
A isto o Ser Perfeito replicou
Proferindo esta canção:

* * *
Os ecos de seus feitos sagrados Ressoam pelo mundo todo
Tão vastos e profundos os seus votos
Quando, após incontáveis eternidades
A serviço de multidões de Perfeitos,
Ela anunciou seu puro desejo(De libertar os seres aflitos).
* * *
Agora ouça atentamente o que aconteceu:
Ouvir o seu nome ou ver a sua forma,
Ou recitar fervorosamente o seu nome,
Liberta os seres de toda aflição.

* * *
Se para o interior de uma fornalha ardente
Você fosse empurrado para morrer;
Um pensamento sobre o poder protetor de Kuan Yin
Transformaria em água as chamas!

* * *

Se você estivesse sem rumo sobre o mar,
Com dragões e demônios à sua volta;
Um pensamento sobre o poder protetor de Kuan Yin
Pouparia você das ondas famintas!

* * *

Suponha que algum inimigo o empurrasse
Para baixo do Monte Sumeru;
Um pensamento sobre o poder protetor de Kuan Yin
E, como o sol, você pairaria no espaço.

* * *

Fosse você perseguido por homens maus
E esmagado contra a Montanha de Ferro:
Um pensamento sobre o poder protetor de Kuan Yin
E nem um fio de seu cabelo seria magoado

* * *

Se você estivesse em meio a um bando de ladrões
Com facas cruéis erguidas para matar:
Um pensamento sobre o poder protetor de Kuan Yin
E a piedade conteria os seus golpes

* * *

Suponha que o Rei esteja irado com você,
A espada do capataz erguida para ferir:
Um pensamento sobre o poder protetor de Kuan Yin
Partiria a espada em pedaços.

* * *

Estivesse você confinado pelos muros de uma prisão,
Pulsos e tornozelos presos por correntes:
Um pensamento sobre o poder protetor de Kuan Yin
Instantaneamente provocaria alívio.

* * *

Se você absorvesse um gole fatal
E agora estivesse a ponto de morrer:
Um pensamento sobre o poder protetor de Kuan Yin
Anularia o efeito do veneno.

* * *

Se você fosse cercado por maus espíritos raksa,
Dragões perniciosos, ou a algaravia dos demônios:
Um pensamento sobre o poder protetor de Kuan Yin
E ninguém ousaria ofendê-lo.

* * *

Se bestas selvagens o pressionassem
Com presas medonhas, garras ferozes:
Um pensamento sobre o poder protetor de Kuan Yin
Fá-las-ia correr desnorteadas.

* * *

Se serpentes cruzassem o seu caminho
Exalando fumaça nociva e chamas:
Um pensamento sobre o poder protetor de Kuan Yin
Fá-las-ia desaparecer tão rápido como o som.

* * *

Se o trovão ribombasse e o raio faiscasse,
Ou chuvas terríveis caíssem sibilando:
Um pensamento sobre o poder protetor de Kuan Yin
Imediatamente aquietara a tempestade.

* * *

Embora os seres oprimidos por aflições cármicas
Suportem inumeráveis sofrimentos:
A milagrosa percepção de Kuan Yin
Capacita-a a expiá-los, todos.

* * *
Imbuída de poder sobrenatural
E sábia na utilização dos recursos:
Em cada canto do mundo
Ela manifesta suas incontáveis formas.

* * *

Sejam quais forem as nuvens negras acumuladas,
Os demônios gerados no inferno, as bestas selvagens:
Os males do nascimento, idade, doença, morte,
Kuan Yin os destruirá, um a um.

* * *

Verdadeira Kuan Yin! Pura Kuan Yin!
Imensuravelmente sábia Kuan Yin !
Misericordiosa e cheia de piedade,
Sempre esperada e venerada!

* * *

Ó Esplendor imaculado e radiante!
Ó Sol da Sabedoria que afasta as trevas!
Ó Vencedora da tempestade e das chamas!
Sua glória ocupa o mundo!

* * *

Sua piedade é um escudo contra o raio,
Sua compaixão forma uma nuvem magnífica
Que, enviando o néctar do Dharma em forma de chuva,
Extingue as chamas do infortúnio.

* * *

Àqueles enredados no litígio
Ou que tremem no meio de multidões,
Ali irá o pensamento do poder de Kuan Yin
E todo o ódio será dispersado.

* * *

O som misterioso do nome de Kuan Yin
É sagrado como o estrondo do oceano:
Sem par, no mundo!
Portanto, devemos dizê-lo sempre.

* * *
Recorra a ele, nunca duvide,
Kuan Shih Yin: som puro e sagrado;
Para os que se encontram tomados de pânico,
É um apoio que nunca vacila.

* * *

À perfeição de seus méritos,
À compaixão de seu olhar,
À infinitude de suas bênçãos,
Com adoração, curvamos nossas cabeças!

* * *

Copie com amor, preserve o nome do autor.Leis dos direitos autorais 9610/98 violá-la é crime estabelecido pelo artigo 184 do Código Penal Brasileiro

108 Glórias de Kuan Yin



Namaste!


Abaixo coloco uma tradução livre que fiz do site de Pedro Engel. Em minhas práticas espirituais, utilizo dessas invocações-saudações como uma forma de agradecimento, finalização após efetuar mantras ou mesmo para finalizar pedidos feitos à Budha Kuan Yin. Na verdade como você vai utilizar essas saudações não importa desde que você as faça com muito respeito, em estado meditativo pois estará emitindo o nome sagrado de Kuan Yin e basta uma simples invocação de seu nome para que Ela se apresente e ouça seus pedidos, preces ou sua gratidão...


Que as bênçãos do Budha compassivo estejam sempre presentes em sua vida e na minha!

Rose Colaneri



108 GLÓRIAS DA DEUSA KUAN YIN REVELADAS PELO MESTRE DEVADIP
SALVE KUAN YIN



1. SALVE KUAN SHIH YIN PU SA
2. Salve Refúgio dos Seres Sencientes
3. Salve a Jóia que preenche os desejos
4. Salve a alegria das que querem ser mães
5. Salve a redentora de nosso carma
6. Salve a que nos libera da desgraça
7. Salve a fonte de saúde
8. Salve a Amada
9. Salve a Misericordiosa
10. Salve a que aumenta o amor
11. Salve a que é bênção eterna
12. Salve a que elimina o medo e a angústia
13. Salve a que acolhe todos que buscam seu refúgio
14. Salve a que cuida de seus devotos
15. Salve a Fonte de amor
16. Salve a plena de atributos auspiciosos
17. Salve a quem nada é impossível
18. Salve a beleza personificada
19. Salve a dos belos olhos
20. Salve a que é fácil de encontrar
21. Salve a que ajuda os abandonados
22. Salve a que cujo nome purifica ao ser ouvido
23. Salve pureza imaculada
24. Salve cujos votos são libertação para seus devotos
25. Salve a possuidora da glória divina
26. Salve a que ama seus devotos
27. Salve a que destrói as dores dos que buscam sua ajuda
28. Salve a que nos libera da roda do samsara
29. Salve a que cujo rosto olha para todas as partes
30. Salve a que é digna de toda veneração
31. Salve a encarnação da verdade
32. Salve a personificação da virtude eterna
33. Salve Senhora da Paz
34. Salve a que é majestade e glória
35. Salve a que é nossa Mãe Protetora
36. Salve a que não tem defeitos
37. Salve a plena de poderes milagrosos
38. Salve a que veste roupas de glória
39. Salve a alegria no coração dos devotos
40. Salve a encarnação da pureza
41. Salve a que cuja glória transcende todos os mundos
42. Salve a que brilha na mente de seus devotos
43. Salve a que mora no coração de seus fiéis
44. Salve a que é fácil de nos compreender
45. Salve a que está mais além de todas as religiões
46. Salve a frutificadora da Terra
47. Salve refúgio dos que dependem dos elementos
48. Salve a que reina nos mares do sul
49. Salve a de 33 manifestações
50. Salve a que reside nas terras de Amitabha
51. Salve a que habita em Pu Tuo Shan
52. Salve a que joga água benta sobre o mundo
53. Salve a que produz colheitas abundantes
54. Salve a quem surgem fontes de água pura
55. Salve a que deu seus olhos e seus braços
56. Salve a quem os seres celestiais se elevam no céu
57. Salve a solitária moradora da pagoda da colina
58. Salve a que surge no meio da flor de lótus
59. Salve a que possui a pérola que fornece todos os dons
60. Salve a que tem o rosto doce
61. Salve a que é porto seguro
62. Salve a que é porta larga
63. Salve a que é coroada de luz
64. Salve a que ascendeu entre os mestres
65. Salve a que é levada por dragões
66. Salve a que é firme em seus votos
67. Salve a que é suporte dos caídos
68. Salve a mãe dos 10.000 nomes
69. Salve a digna de toda adoração
70. Salve a benfeitora de todos que a imploram
71. Salve a senhora celestial
72. Salve a que nutriu os campos de arroz
73. Salve a que colocou a rocha para proteger seus fiéis
74. Salve a luz segura dos extraviados
75. Salve a doadora de vida dos ventres estéreis
76. Salve a capitã do barco da salvação
77. Salve a que é plena como a lua cheia
78. Salve a que é caminho venturoso e feliz
79. Salve a que é frutificação e sustentação da terra
80. Salve a que é limpeza e saúde da água
81. Salve a que é energia e luz do fogo
82. Salve a que é aroma e frescor do ar
83. Salve a que sempre está desperta
84. Salve a Mãe de todas as mães
85. Salve a Deusa do Tao
86. Salve a Bodhisattva
87. Salve a Deusa vinda do oriente
88. Salve a que é consciência de compaixão
89. Salve a que é misericórdia inesgotável
90. Salve a que cujo poder rompe nossas correntes
91. Salve a que abençoa a renúncia voluntária
92. Salve a que é o laço de amor entre os apaixonados
93. Salve a que é verdade mística
94. Salve a que é essência da formosura
95. Salve a que veio ao ocidente com seus fiéis emigrantes
96. Salve a que cujo amor nunca falta
97. Salve a que é a fala transcendental
98. Salve a que é ornamento da alma pura
99. Salve a que transforma pranto em riso
100. Salve a que transforma os gemidos em música
101. Salve a que coloca paz no desespero
102. Salve a que resplandece na escuridão
103. Salve a que recupera o perdido
104. Salve a que cura o desanuviado
105. Salve a Senhora da Chama Violeta
106. Salve a que é minha amada Deusa
107. Salve a que, cujos pés de lótus me prosto
108. SALVE KUAN YIN PU SA, A QUE OUVE O PRANTO DO MUNDO


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Matéria e Espírito

Namaste!

“Felizes são aqueles que levam consigo uma parte das dores do mundo. Durante a longa caminhada, eles saberão mais coisas sobre a felicidade do que aqueles que a evitam.”Frase atribuída à Jesus Cristo”

-Matéria e Espírito –


Esta existência terrena se assemelha a uma viagem. A primeira estação, a do embarque, é a mesma para todos, e se chama:

N a s c i m e n t o

. . .

Quanto tempo durará a viagem, qual a duração de uma vida, quem o saberá...?Da mesma forma que bela, breve é a vida.... . ..A última estação, a do embarque é a mesma para todos e se chama:

E t e r n i d a d e

. . .

“Estai preparados, pois não sabeis quando nem como sereis chamados a partir. Não penses estar pronto.Não te iludas, pois infindável é a preparação.” Trigueirinho

E um dia, não tão distante, chegará a nossa vez de desembarcar...

O ingresso na Eternidade é um ato solitário...

Os jornais do mundo continuarão repletos de notícias, carros continuarão a cruzar avenidas e estradas, mas, para aquele que adentra a Eternidade, já não terão a menor importância...

Familiares, - filhos, irmãos, pais...e amigos íntimos deixados para trás. O ingresso na Eternidade é um ato solitário... Bens materiais, conta bancária, chaves e senhas ficaram para trás, perdendo o valor que aparentavam ter...

Desta existência terrena levaremos apenas aquilo que trazemos no coração. Todo o resto não nos pertence de fato, sendo nos confiado por um breve intervalo de tempo....

...Na hora da morte, teremos plena consciência do real valor de cada ato que praticamos... Colheremos aquilo que plantamos, ações têm conseqüências...


O corpo físico se assemelha a uma gaiola, e a alma, a uma ave que nela habita. Na hora derradeira, a Morte, - sempre atenta, sempre justa -, estende a sua mão e diz para a ave da alma:
“É chegada a hora da tua partida, de deixar para trás esta gaiola mortal, e seguir livre a tua jornada.”
“Deixa para trás esta gaiola efêmera, e voa...”

Estará a ave do espírito apta a voar nesta hora decisiva?
Estarão as suas asas suficientemente fortes?
Estarão as nossas asas suficientemente limpas?
Cuidar das asas significa cuidar do espírito...


“Cuidar do espírito significa cuidar dos valores que dão rumo à nossa caminhada... ...e alimentar significações que enchem de sentido a nossa vida e que levaremos conosco até o fim de nossa existência.”

“Cuidar do espírito demanda acender a brasa interior da contemplação e da oração diuturnamente para que nunca se apague.”

“Significa, especialmente, cuidar da espiritualidade, que é a capacidade de sentir Deus a partir do coração e de vê-Lo nascer a cada momento no outro que está à minha frente.” Leonardo Boff

. . .

Amar os homens é amar a Deus. Muito se tem falado sobre os Direitos Humanos, já é hora de pensarmos em termos de Deveres Humanos...O dever de ser solidário, de compartilhar os bens e os dons com os quais fomos agraciados pela Vida...O dever de ampliar o nosso campo de visão, de modo a abranger não apenas a nossa família biológica, mas a inteira família humana.O dever de amar e acolher o órfão,o idoso, o enfermo,o desamparado... O dever de socorrer o pobre,o necessitado,o excluído,o desabrigado...

“Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitando, lhe fechar o coração, como permanece nele o amor de Deus?” I João 3, 17

. . .
O que será que a menina de tanto destituída responderá, no dia em que lhe for dirigida a seguinte pergunta:
“Acaso encontraste, neste vasto mundo, alguém disposto a tentar amenizar a tua dor...?”

. . .

“Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.” Livro dos Conselhos
. . .

Existe a matéria...,
e existe o espírito...
A matéria é limitada pelas leis do tempo e do espaço, pelo visível, pelo findável, pelo finito...O espírito pertence a um mundo sem fronteiras ou limitações, um mundo onde as aparências se desmancham, e as essências são reveladas...

Durante um breve lapso de tempo, espírito e matéria dividem o mesmo palco, findo tal prazo, cada qual segue o seu rumo... O corpo material, o necessário abrigo temporário do espírito, recolhe-se ao pó......enquanto que o espírito segue sua jornada pelos mundos invisíveis, eternos, celestiais.

Purificar o coração, lapidar a alma, ser solidário, generoso, atento, desperto, de modo a estar apto a deixar o palco da vida terrena, quando a hora final chegar, com a sensação de dever cumprido, com uma consciência tranqüila...

“O único objetivo da vida no mundo material é a entrada no mundo da Realidade...”dos Escritos da Fé Bahá’í


. . .

“Ó Descendente do Pó! Não te contentes com o ócio de um dia passageiro, privando-te do repouso eterno. Não troques o jardim de infindável deleite pelo monte de pó que é o mundo mortal. De tua prisão ascende aos gloriosos prados do além e, de tua gaiola mortal, alça teu vôo até o paraíso do Infinito.” Bahá’u’lláh



Outros prados,outras pradarias nos esperam.
Mundos espirituais, onde a Justiça não fenece...,
...onde o Amor continuamente floresce, e onde a Bondade perdura.
“Olhai os lírios do campo…”
“Buscai o Reino de Deusem primeiro lugar...” Jesus Cristo.


Autoria do texto desconhecida....



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Meditação sobre a Mãe Divina - Kuan Yin


Namaste!



MEDITAÇÃO SOBRE A MÃE DIVINA KUAN YIN


Num dia lindo de primavera, você caminha junto de um templo e entra num jardim chinês. A brisa espalha uma suave fragrância de lilases em flor, lembrando-lhe que deve ter esperança nas qualidades da misericórdia e da bondade.

Você caminha por entre os canteiros e detém-se junto de vários santuários dedicados à Deusa da Misericórdia, Kuan Yin. Você sente a bênção da sua presença em cada uma das delicadas imagens de porcelana, madeira ou pedra, adornadas com oferendas de frutos e flores.Você se admira com a sutileza desta doce deusa e compreende que a arte de Kuan Yin toca realmente o mundo de maneiras que muito poucos conseguem entender.Em breve você está rodeado por viçosos lilases rosa, violeta e púrpura.
Por entre os lilases, você encontra uma jovem chinesa vestida com uma túnica esvoaçante e ostentando jóias de jade trabalhado. Ela segura na mão um vaso dourado enfeitado com desenhos chineses e emite um brilho imbuído de amor e compaixão.Ela é Kuan Yin, a Deusa da Misericórdia.
Ela olha-o nos olhos como uma mãe olha amorosamente os olhos do seu bebê. Você se vê refletido na chama do coração de Kuan Yin, tal como ela está refletida na sua chama.Kuan Yin toma a sua mão enquanto você caminha entre os canteiros. Você lhe conta baixinho os seus problemas e as suas preocupações.
Ela volta-se e sorri-lhe. Depois, ergue o vaso sobre você, derramando a essência rosa violeta da chama da misericórdia como uma cascata de pétalas de flores que o envolvem e acariciam. Você sente um amor misericordioso e cheio de paz dissolvendo as suas preocupações e trazendo soluções divinas ao seu coração. Você também vê os seus entes queridos recebendo esta cascata da luz da misericórdia. Todos eles estão banhados nela e por ela são curados.Ao entrar em níveis mais profundos de meditação sobre a misericórdia de Kuan Yin, você a vê maior do que o próprio planeta.
Ela levanta o seu vaso de misericórdia sobre a Terra e derrama a sua compaixão amorosa sobre toda a vida senciente. Este fluxo de misericórdia cobre e penetra o planeta até ele parecer uma esfera violeta envolta numa luz cheia de paz e suavidade.
A Terra está vivificada pelo nascimento da primavera e da ressurreição, ao mesmo tempo que a vinda do Buda e do Cristo transforma a Terra como seu amor misericordioso e a sua paz consumada.

Extraído de: Mensagens de Buda - Elizabeth C. Prophet. Copyright - Summit Lighthouse do Brasil.
Fonte: http://www.planetsite.com.br/interativa
Luz, Paz e Compaixão
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Namo Kuan Shih Yin Pu Sa

Namaste!

NAMO KUAN SHIH YIN PU SA
Eu me refugio na Luz de Kuan Yin .
Saudações à Kuan Yin, a mais Compassiva e Misericordiosa Bodhisattva.
É a invocação ao nome de Kuan Yin.
Salve Kuan Shih Yin, Bodhisattva.




Poderoso mantra da Amada Kuan Yin. Ao pronunciarmos um mantra com respeito e devoção, formas pensamento emanadas pelo som produzido, se unem à formas idênticas emitidas por todos que entoam o mesmo mantra, no tempo e no espaço, criando um campo vibracional muito poderoso e retornam ao ponto de origem , ou seja, às pessoas que pedem pelas bênçaos do mantra e o cantam com fé.


Ao pé da letra esse mantra significa (no Discovering Kwan Yin):


Namo: é uma invocação que significa Eu tomo refúgio em

Kuan : o caracter chines Guan significa observa
Shih: significa mundoYin : significa sons
Pu Sa: significa bodhisatva


Eu me refugio no Bodhisatva que observa os sons do mundo!!!


Encontrei no Youtube uma belíssima versão do mantra. Essa foi a primeira versão desse mantra que conheci há muitos anos atrás e hoje depois de conhecer outras versões, ainda é a que considero mais linda, e é com ela que faço o mantra para Kuan Yin.







"Que as bênçãos da Mestra estejam presentes na vida de todos nós!"
Namo Kuan Shih Yin Pu Sa
Namo Kuan Shih Yin Pu Sa
Namo Kuan Shih Yin Pu Sa
Namo Kuan Shih Yin Pu Sa
Namo Kuan Shih Yin Pu Sa
Namo Kuan Shih Yin Pu Sa
Namo Kuan Shih Yin Pu Sa
Namo Kuan Shih Yin Pu Sa
Namo Kuan Shih Yin Pu Sa.
Texto originalmente postado em 01.11.2007 na comunidade Kuan Yin a Deusa do Amor e da Compaixão do Orkut



Texto de Rose Colaneri
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