quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Reflexão


- Belíssima obra de Jim Warren -









"A vida é o oceano

A tristeza e a felicidade são os ventos

Os pensamentos são as pontas das montanhas, que se
erguem como ilhas

A vida de uma pessoa é o seu veleiro.

Uma pessoa em harmonia
É aquela que sabe usar os ventos
como força para se impulsionar,

usar as ilhas para o seu descanso na sua jornada,
apreciar o balanço das ondas, como elas devem ser,

E ao final da jornada,
abrir um sorriso e dizer:

a viagem valeu!


Uma pessoa em desarmonia

É aquela que sempre transforma os ventos numa tempestade,
Que ignora as ilhas, e as vêem como
obstáculos as suas jornadas,

Que acha que as ondas só podem estar no topo,

Que no fim da jornada apenas conta quantas vezes as ondas
desceram e quantas vezes o barco virou. "

Chao Lung Wen.


Preserve o autor

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O despertador está tocando







Namaste!



O Despertador está Tocando

que tal acordar e prestar atenção em você mesmo!!!

Na Índia, os mestres sempre dizem:
os problemas são despertadores que tentam acordar as pessoas para a vida.

Aproveite para acordar logo, antes que o próximo despertador faça mais barulho.

Pense nisso:
o que essa dificuldade está querendo mostrar a você?

Problemas são avisos que a vida nos envia para corrigir algo que não estamos fazendo bem.
Problemas e doenças são sinais de emergência para que possamos transformar nossas vidas.

Aliás, problemas e doenças guardam muita semelhança entre si. Infelizmente, a maioria das pessoas, quando fica doente, cai num lamentável estado de prostração ou simplesmente toma remédio para tratar os sintomas em vez de fazer uma pausa para refletir sobre os avisos que essa doença está enviando.

São poucos os que se perguntam:
"Por que meu organismo ficou enfraquecido e permitiu que a doença o atacasse?"

Uma doença é sempre um aviso, embora muita gente não preste atenção nele.
Assim como os problemas, os sintomas vão piorando na tentativa de fazer com que você
entenda o recado.

No começo pode ser uma leve dor de cabeça, um recado para que você pare e analise o que está faltando em sua vida.
Mas você não tem tempo, toma um analgésico e nem percebe direito que a dor está aumentando.

Então, a dor piora, mas você vai à acupuntura para aliviá-la e não presta atenção quando o médico diz que o tratamento é paliativo e que você precisa mudar seu estilo de vida para eliminar as causas da doença.

As doenças são recados que precisamos levar a sério, principalmente as doenças que se repetem.

Dores de cabeça,
alergias de pele,
má digestão,
todos esses distúrbios querem nos mostrar algo.
Saber procurar e achar as causas deles é uma atitude muito sábia.

Nossos inimigos, da mesma forma que os problemas e as doenças, são gritos de alerta para cuidarmos de algo que não está certo em nossa vida.

Quando os ouvimos com atenção, nossos inimigos podem se transformar em maravilhosas alavancas de crescimento pessoal.

Assim como as doenças e os inimigos, os problemas nos enviam avisos que precisamos aprender a decodificar.

Se você tem um problema que está se repetindo em sua vida, é chegada a hora de fazer
uma análise do seu significado para poder superá-lo.

E tenha muito claro que, no momento em que supera um problema que o acompanha
por algum tempo, uma nova pessoa nasce dentro de você.

Roberto Shinyashiki


Copie com amor, conserve o nome do autor.

Muitos tentam...poucos conseguem! real sem hipocrisia

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Edelweiss









EDELWEISS

Silvana Duboc

E é no início do ano de 1939 que começa a nossa história.

Vivíamos na Áustria, um país coberto por flores, eu, meus pais e meu irmão. Éramos a imagem da família feliz e unida e entre nós reinava a certeza que nada na vida conseguiria nos separar, mas não foi bem assim.

Meu pai era um cirurgião de renome, minha mãe professora, daquelas dedicadas, que lecionava por puro amor aos seus alunos.

Eu tinha então dez anos e meu irmão quinze. Nossos dias e nossas noites eram muito alegres. Meus pais tinham o hábito de nos levarem até a varanda de nossa casa após o jantar para vermos as estrelas e enquanto fazíamos isso, cada um ia contando as coisas boas que haviam acontecido no seu dia. Não que não pudéssemos contar as ruins, mas é que naquela época das nossas vidas só aconteciam coisas boas.
Não me recordo de algum dia ter visto um deles triste.

Depois que contávamos tudo e que admirávamos bastante as estrelas, cantávamos ao som do violão do meu irmão. A primeira música sempre era Edelweiss, linda, sonora, trazia paz aos nossos corações.
Ah! como era bom cantar Edelweiss junto da minha família e debaixo das estrelas, eu tinha a sensação que poderia fazer aquilo a vida toda sem jamais enjoar.

Mas, enfim, o tempo foi passando e veio a guerra e só se ouvia falar em Hitler e eu não entendia bem que homem era aquele, nem o que ele representava e então eu continuava todas as noites olhando para as estrelas junto das pessoas que eu mais amava.

Um dia, um terrível dia de dezembro que jamais esquecerei, tivemos que partir. Me lembro que meu pai veio até nós e nos disse delicadamente:

"Vamos ter que passar algum tempo sem ver as estrelas no céu"

Fomos covardemente arrancados de nossa casa por soldados, fomos levados a um local que viria a ser a nossa nova casa, chamava-se campo de concentração.

Lá, não fomos felizes e lá eu pude ver pela primeira vez o semblante da minha família triste, nem pareciam aquelas pessoas adoráveis que conviviam comigo naquela varanda.

Todas as noites eu dizia à minha mãe que queria ver as estrelas, cantar sob elas e ela me respondia com lágrimas nos olhos que durante um pequeno período a única estrela que eu poderia ver era a que eu trazia pendura no pescoço, de seis pontas, tão linda quanto as que brilhavam no céu.

Acontece que minha mãe se enganou, não foi um período tão curto assim que ficamos por lá e com o tempo foram me levando muito mais coisas além das estrelas do céu, foram me levando tudo.

Levaram-me a estrela do pescoço também, levaram meus pais para um banho do qual eles nunca mais voltaram, levaram meu irmão dentro de um trem que eu nunca soube para onde foi, levaram o meu sorriso, a minha alegria de viver, levaram a minha infância, só não levaram a minha voz e por isso, todas as noites ao deitar, eu fechava os olhos e cantava baixinho Edelweiss e aí eu podia ver as estrelas, o meu pai, a minha mãe, o meu irmão, a varanda da nossa casa....
A minha imaginação eles também não conseguiram levar...

Hoje eu tenho a absoluta certeza que realmente eu nunca teria me cansado de cantar na varanda com a minha família, que eu, de forma alguma, abandonaria o meu país, que minha mãe foi a pessoa mais doce que eu conheci, que meu pai foi a imagem da dignidade, que meu irmão foi o meu grande companheiro e que tocava violão como ninguém.

Hoje eu sei a verdadeira razão das lágrimas de meus pais ao se despedirem de mim apenas porque iriam tomar um banho e o motivo do abraço tão apertado que meu irmão me deu naquela tarde em que foi colocado dentro daquele trem.

Hoje eu sei de tantas coisas que eu não queria saber, sei que os homens podem agir como animais ferozes, sei que raças, credos, religiões, são apenas subterfúgios que o homem usa para deixar o leão que existe dentro deles despertar.

Hoje eu sei que o tempo é poderoso, mas não tão poderoso a ponto de apagar qualquer coisa que tenha sido muito boa ou muito ruim.

Hoje eu sei finalmente, que a saudade é o campo de concentração do coração.

Hoje eu sei que o maior tesouro que existe na vida é a paz.


Copie com amor, conserve o nome do autor.








Edelweiss

Richard Rodgers & Oscar Hammerstein II


Edelweiss, Edelweiss

Every morning you greet me
Toda manhã você me cumprimenta

Small and white, clean and bright
Pequena e branca, clara e brilhante

You look happy to meet me
Você parece feliz por me encontrar

Blossom of snow may you bloom and grow
Floco de neve, que você possa desabrochar e crescer

Bloom and grow forever
Desabrochar e crescer pra sempre

Edelweiss, Edelweiss

Bless my homeland forever
Abençoe a minha terra pra sempre.